Arquivo da categoria ‘Others’

Ted Hawkins – The Next Hundred Years

Janeiro 19, 2008

Ted Hawkins era um cantor e compositor norte-americano, nascido em Biloxi (Mississipi), em 1936. Hawkins era uma figura enigmática que, na maior parte da sua carreira, dividia o seu tempo entre sua cidade natal de Venice Beach, Califórnia, onde era um músico anônimo tocando pelas ruas e na Europa, onde suas canções eram mais conhecidas e bem recebidas em clubes e em pequenos salões.

Apesar de sua fama e reconhecimento na Europa, Hawkins, inquieto e afastado de sua amada Califórnia, no início dos anos 90, retornou à sua antiga posição mais “obscura”, como músico de rua. Vários músicos e empresários tentaram encorajá-lo à gravar alguma coisa, mas Ted não mostrara grande entusiasmo com a idéia. Mas um dia ele cedeu, assinando um contrato com a Geffen Records, juntamente ao produtor Tony Berg. Sorte para todos nós que podemos, assim, ouvir um grande trabalho desenvolvido por Ted. O álbum se chamou “The Next Hundred Years”, ou seja, “Os próximos 100 anos”.

“The Next Hundred Years” foi lançado em 1994. Neste trabalho, onde temos dez canções de muito bom gosto que variam do blues ao country, do folk ao soul. Na produção de Berg podemos notar arranjos adicionais de guitarra-solo e vocais, o que “casou” muito bem com o estilo das músicas de Hawkins, que, sempre com um posicionamente contrário à moda, declarou não ter gostado do resultado de imediato. Mas, querendo ou não, o disco obteve boas vendas e foi bem recebido por críticos e público.

Mas logo Hawkins iniciou uma pequena turnê na base deste sucesso e se viu, finalmente, alcançado uma idade em que ele estava feliz por ser capaz de cantar e mostrar seu trabalho “dentro de casa”, longe de terras européias. Mas, infelizmente, um ano após o lançamento de “The Next Hundred Years”, em 1995, Ted Hawkins veio a falecer tragicamente devido à um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Ele tinha apenas 58 anos. Mas com certeza nos deixou um grande obra que poderá ser admirada por anos à fio.

A voz rouca de Hawkins juntamente com suas melodias cativantes e letras que falam de sua história e algumas experiências, entre outras coisas, são destaque em todas as faixas. Canções como “Strange Conversation”, que abre o disco, um folk blues country bem melancólico, e “Green-Eyes Girl” são um dos pontos fortes de “The Next Hundred Years”.

FAIXAS: 1. Strange Conversation; 2. Big Things; 3. There Stands The Glass; 4. Biloxi; 5. Groovy Little Things; 6. The Good And The Bad; 7. Afraid; 8. Green-Eyed Girl; 9. Ladder Of Success; 10. Long As I Can See The Light.

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Iron Butterfly – In-A-Gadda-Da-Vida

Janeiro 17, 2008

Iron Butterfly é um grupo norte-americano, mais conhecido pelo super hit “In-A-Gadda-Da-Vida”, que mescla o Hard Rock com o Rock Psicodélico. Por muitas vezes, foi chamada de “a primeira banda de Heavy Metal”. Já “In-A-Gadda-Da-Vida”, o álbum, é o segundo trabalho de estúdio do Iron Butterfly e até hoje é tratado com muito respeito pela crítica. Afinal, foram um dos pioneiros do estilo que bandas como Deep Purple, Led Zeppelin e muitas outras seguiriam, pouco tempo depois.

Um clássico do rock n’ roll. A começar pela faixa-título que, por ter 17 minutos de duração, ocupava todo o lado B do disco. Mesmo sendo tão grande aos “padrões musicais” que tínhamos na época, a faixa virou um grande hit do Iron Butterfly, levando a banda a outro patamar na cena musical. A música que se inicia como um grande Hard Rock, com riff simples e marcante, bem ao estilo “Sunshine Of Your Love” do Cream, usa e abusa de solos de guitarra, órgão e bateria, transformando-a numa verdadeira jam session. Impressionante!

Só por “In-A-Gadda-Da-Vida” já vale a pena conhecer esse debut. Entretando, seria tolice não comentar sobre as faixas anteriores. O disco abre com um bom acid rock, “Most Anything You Want”. Os vocais lembram bem David Bowie. “Flowers And Beads” vem em seguida e, com certeza, é um dos pontos fortes do álbum. Melodia envolvente, sempre apoiada no órgão, criando um clima de vivacidade e, de certa forma, de melancolia.

Depois temos as duas psicodélicas “My Mirage” e “Termination”, mantendo com sucesso o bom nível do debut. Fechando o lado A de “In-A-Gadda-Da-Vida”, chega o rock “Are You Happy?”, grande faixa com um excelente solo de guitarra. Faziam parte do Iron Butterfly: Doug Ingle (órgão, teclados e vocais), Lee Dorman (baixo), Ron Bushy (bateria e percussão) e Erik Brann (guitarra, violino e vocais), este último tendo apenas 17 anos neste registro.

FAIXAS: 1. Most Anything You Want; 2. Flowers And Beads; 3. My Mirage; 4. Termination; 5. Are You Happy?; 6. In-A-Gadda-Da-Vida.

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Elvis Costello – This Year’s Model

Janeiro 16, 2008

Simples e direto. Essas duas palavras podem descrever muito bem o disco “This Year’s Model”, de 1978. Este é o segundo trabalho do vocalista e guitarrista inglês Elvis Costello e o primeiro com sua banda de apoio The Attractions, formada por Steve Nieve (piano e órgão), Bruce Thomas (baixo) e Pete Thomas (bateria). Este álbum teve posição considerável nas paradas da Billboard, ficando na 30ª. posição no Pop Albums.

“This Year’s Model” apresenta uma mistura bem à cara de Costello, com elementos de punk, rock e new wave. Aqui você não vai encontrar virtuosismo ou melodias complicadas e cheias de notas e sim um som direto com poucas notas, linhas simples de guitarra e baixo. Essa é a graça do álbum. Da simplicidade à arranjos marcantes, que grudam na nossa cabeça feito chiclete.

O disco abre com um clima bem para cima, com “No Action”. Esse mesmo clima é mantido em faixas como “The Beat”, “You Belong To Me” e “Lip Service”. Um dos pontos fortes de “This Year’s Model” é a bela balada “Little Triggers”. Melodia forte que agrada ao ouvinta à primeira audição. Outro destaque fica para “Lipstick Vogue”, a faixa que possue a intrumentação mais bem trabalhado do álbum. Excelente linha de bateria agregada ao baixo, sempre muito eficiente, de Bruce Thomas.

A produção ficou por parte de Nick Lowe. Boa produção para a época, mas ficou muito datada. Mas neste caso específico, não chega a ser um ponto tão negativo. Difícil achar um ponto realmente negativo em “This Year’s Model”. No máximo, pode-se criticar a capa: Elvis Costello e uma câmera fotográfica. Faz sentido, mas não ficou legal. Enfim, “This Years Model” é uma gravação frenética preenchida com rouca energia e os versos afiados de Costello.

FAIXAS: 1. No Action; 2. This Year’s Girl; 3. The Beat; 4. Pump It Up; 5. Little Triggers; 6. You Belong To Me; 7. Hand In Hand; 8. Chelsea (I Don’t Want To Go); 9. Lip Service; 10. Living In Paradise; 11. Lipstick Vogue; 12. Night Rally; 13. Radio Radio.

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13th Floor Elevators – The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators

Janeiro 15, 2008

13th Floor Elevators é um grupo americano de Acid Rock, que esteve em ativa entre os anos de 1965 e 1969. Roky Erickson, líder e vocalista da banda, pode ser considerado uma das figuras mais loucas da história do Rock, seja pelas suas performances nas apresentações, sua forma de cantar ou ligação com entorpecentes. Foi preso inúmeras vezes por posse de drogas e ainda internado num hospital psiquiátrico, tomando eletrochoques, que quase o transformaram em um vegetal após ser diagnosticado como esquizofrênico.

Polêmicas à parte, o 13th Floor Elevators foi uma das primeiras bandas psicodélicas de sua geração, influenciando muita gente na época. “The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators”, de 1966, é o primeiro trabalho do grupo. Com ele, emplacaram o hit e até hoje clássico, “You’re Gonna Miss Me”, música de vocal berrado, chegando a lembrar Janis Joplin em alguns momentos. Curiosamente, a mesma Janis, por muito pouco, não integrou o 13th Floor Elevators, não entrando na banda por ter recebido oferta financeiramente melhor, na Califórnia.

“The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators”, sem dúvida, é um disco essencial para qualquer amante do rock n’ roll, nos seus primórdios. É o típico rock de garagem para ninguém colocar defeito. Às vezes agressivo, com músicas como “You’re Gonna Miss Me” e “Fire Engine”, às vezes sutil como a bela “Splash 1″ e “Don’t Fall Down”, mas nunca perdendo o clima de psicodelia. Melodias na “contra mão” de tudo que havia na época como na faixa “Monkey Island”, mostram bem o estilo do Elevators.

A produção do disco, por ser “garageira”, é bem precária. Mas acaba sendo um charme a mais do debut, que abusa de elementos psicodélicos. Um deles tornou-se a marca registrada do 13th Floor Elevators: o jarro amplificado (electric jug). Isso mesmo, você não leu errado. Um jarro amplificado! Ao invés de colocar um microfone no jarro, Tommy Hall resolveu amplificá-lo, gerando um som completamente maluco. Isto é melhor compreendido ao se ouvir qualquer música da banda.

A capa foi desenhada por John Cleveland, um artista de Austin e lá já aparecia, uma pirâmide, um dos símbolos da banda e que havia sido sugerido por Tommy, um amante da cientologia. A pirâmide também foi tirada da costas da nota de 1 dólar, junto com a inscrição Annuit Coeptis. Detalhe: a pirâmide tem uma pilha de 13 tijolos. Bem original, como manda o psicodelismo.

FAIXAS: 1. You’re Gonna Miss Me; 02. Roller Coaster; 03. Splash 1; 04. Reverberation; 05. Don’t Fall Down; 06. Fire Engine; 07. Thru The Rhythm; 08. You Don’t Know (How Young You Are); 09. Kingdom of Heaven; 10. Monkey Island; 11. Tried To Hide.

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