Arquivo da categoria ‘1970 - 1979’

Boston – Boston

Janeiro 20, 2008

Boston é uma banda norte-americana que obteve notável sucesso durante as décadas de 70 e 80. Uma das mais importantes do estilo Arena Rock, a banda era centrada no produtor, compositor e guitarrista Tom Scholz que, até hoje, permanece no grupo. Emplacaram diversos hits nas rádios, entre eles, “More Than A Feeling” e “Amanda”.

Entretanto, independente da famigerada “More Than A Feeling”, o trabalho de estréia da banda, “Boston”, tornou-se um disco clássico de rock n’ roll por essência. Clássico por clássico, temos aqui outros hits como “Smokin’” e “Peace Of Mind”. Sem esquecer que todas as oito faixas do debut foram tocadas nas rádios de Classic Rock. Em pouquíssimo tempo, o álbum rendeu diversos prêmios à banda, podendo destacar RIAA Record Gold Award e Platinum Award (1 milhão de cópias vendidas).

Em alto estilo, abrimos o disco logo com o maior clássico do grupo, “More Than A Feeling”. Aqui temos um dos refrões mais marcantes da história do Rock N’ Roll. Com um violão na introdução, seguimos com “Peace Of Mind”, grande Rock. Bradley Delp arrasando nos vocais. Então temos um medley, “Foreplay/Long Time”, onde a primeira parte mostra um lado mais progressivo da banda, lembrando de cara bandas como Kansas e na segunda temos mais uma melodia digna de clássico.

Mantendo o clima Hard Rock, chega “Rock N’ Roll Band”, rock agitado com riffs simples e grudentos de guitarras. O típico rock básico que sempre funcionou e sempre funcionará. A nervosa “Smokin’” não deixa a bola cair, novamente. “Hitch a Ride” dá uma ‘acalmada’ precisa no disco. Balada contagiante, com direito à uma solo fenomenal de órgão. E quando você pensa que estas seis excelentes músicas são o bastante, chega “Something About You”, faixa bem arena rock e, fechando o disco, “Let Me Take You Home Tonight”, canção com influência folk e country.

FAIXAS: 1. More Than A Feeling; 2. Peace Of Mind; 3. Foreplay – Long Time; 4. Rock N’ Roll Band; 5. Smokin’; 6. Hitch A Ride; 7. Something About You; 8. Let Me Take You Home Tonight.

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Camel – Mirage

Janeiro 17, 2008

Não há o que se discutir. De fato, temos aqui um dos álbuns mais importantes da história do Rock Progressivo, o segundo trabalho do grupo inglês Camel. Lançado em 1974, o “Mirage” contém 38 minutos de duração divididos em apenas 5 faixas, entre elas, a clássica “Lady Fantasy”. Integravam a banda, na época, Andrew Latimer, Peter Bardens, Doug Ferguson, Andy Ward, quarteto que rendeu quatro excelentes álbums, entre os anos de 1973 e 1976. Nos anos posteriores houveram mudanças constantes nesta formação.

O álbum abre com “Freefall”, com destaque para os fraseados “em duo” de guitarra com órgão, encaixados perfeitamente na melodia. Mais o destaque principal nesta faixa é a guitarra de Latimer, presente em toda a música, sempre com arranjos incomuns, bem ao estilo Camel. A balada psicodélica e instrumental “Superwister” vem em seguida. Aqui a evidência fica para a flauta, tocada pelo mesmo Andrew Latimer. Os solos perfeitos, nos fazem esquecer da necessidade de vocal nesta bela melodia.

“Nimrodel”, faixa épica baseada no livro “O Senhor dos Anéis” de J. R. R. Tolkien, se trata de um clássico do Camel. Música longa com momentos agitados e outros tranquilos. Destaques para o clima medieval, logo no início a partir dos solos de flauta de Latimer, e para o solo marcante de guitarra. Um prato cheio para qualquer amante do Rock Progressivo. A quarta faixa é “Earthrise”. Sem dúvida, a mais fraca do disco, mas não chega a ser uma música ruim que, aliás, é muito bem executada.

Finalizando o disco, temos nada mais, nada menos, que “Lady Fantasy”. Clássico absoluto do Rock. Ela é dividida em três temas: o primeiro é “Encounter”, que inicia com um sintetizador bem psicodélico baseado numa melodia de 3 acordes, acrescida de um riff de guitarra bem rock n’ roll. Em seguida, o sintetizados pára e canção retarda seu ritmo, dando mais evidência ao solo sutil de Latimer. Uma parte cantada completa a primeira parte de “Lady Fantasy”.

A segunda parte chama-se “Smiles For You”, cheia de “switches” e solos de guitarras, sempre variando de tempo. Para finalizar esta clássica faixa, temos a terceira e última parte, que leva o nome da própria música, “Lady Fantasy”. A melodia, praticamente, retorna ao tema original. Temos belos trechos cantados e, no final, a faixa evolui com solos rápidos de guitarra e teclado.

Enfim, o “Mirage” se trata de, se não o maior, um dos maiores trabalhos feitos por esta magnífica banda, numa época de outro, em que, logo em seguida, lançaram mais dois excelentes trabalhos: “The Snow Goose” de 1975 e o “Moonmadness” de 1976.

FAIXAS: 1. Freefall; 2. Superwister; 3. Nimrodel – The Procession – The White Rider; 4. Earthrise; 5. Lady Fantasy (Encounter; Smiles for You; Lady Fantasy).

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Elvis Costello – This Year’s Model

Janeiro 16, 2008

Simples e direto. Essas duas palavras podem descrever muito bem o disco “This Year’s Model”, de 1978. Este é o segundo trabalho do vocalista e guitarrista inglês Elvis Costello e o primeiro com sua banda de apoio The Attractions, formada por Steve Nieve (piano e órgão), Bruce Thomas (baixo) e Pete Thomas (bateria). Este álbum teve posição considerável nas paradas da Billboard, ficando na 30ª. posição no Pop Albums.

“This Year’s Model” apresenta uma mistura bem à cara de Costello, com elementos de punk, rock e new wave. Aqui você não vai encontrar virtuosismo ou melodias complicadas e cheias de notas e sim um som direto com poucas notas, linhas simples de guitarra e baixo. Essa é a graça do álbum. Da simplicidade à arranjos marcantes, que grudam na nossa cabeça feito chiclete.

O disco abre com um clima bem para cima, com “No Action”. Esse mesmo clima é mantido em faixas como “The Beat”, “You Belong To Me” e “Lip Service”. Um dos pontos fortes de “This Year’s Model” é a bela balada “Little Triggers”. Melodia forte que agrada ao ouvinta à primeira audição. Outro destaque fica para “Lipstick Vogue”, a faixa que possue a intrumentação mais bem trabalhado do álbum. Excelente linha de bateria agregada ao baixo, sempre muito eficiente, de Bruce Thomas.

A produção ficou por parte de Nick Lowe. Boa produção para a época, mas ficou muito datada. Mas neste caso específico, não chega a ser um ponto tão negativo. Difícil achar um ponto realmente negativo em “This Year’s Model”. No máximo, pode-se criticar a capa: Elvis Costello e uma câmera fotográfica. Faz sentido, mas não ficou legal. Enfim, “This Years Model” é uma gravação frenética preenchida com rouca energia e os versos afiados de Costello.

FAIXAS: 1. No Action; 2. This Year’s Girl; 3. The Beat; 4. Pump It Up; 5. Little Triggers; 6. You Belong To Me; 7. Hand In Hand; 8. Chelsea (I Don’t Want To Go); 9. Lip Service; 10. Living In Paradise; 11. Lipstick Vogue; 12. Night Rally; 13. Radio Radio.

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